Antes do amanhecer.
Eu pagaria uma cigana para ler a minha mão, para me dizer que o meu amanhã não será uma coleção de horas exatamente como hoje. Pagaria pela promessa de um futuro promissor e, por aquele momento, acreditaria nas palavras da velha senhora cheia de ouro.
Acreditaria, pois mesmo vivendo uma situação motivadora, sinto o contrário. Sinto-me num avião caindo, naqueles pouco minutos quando se tem conciência da morte inevitável. Sinto-me incapaz de qualquer manisfesto que envolva semtimentos.

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